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HSR realiza procedimento pioneiro na Bahia na prevenção de AVC

HSR realiza procedimento pioneiro na Bahia na prevenção de AVC

Mais de trinta mil pacientes já foram tratados por meio dessa técnica, no mundo todo, principalmente na Europa e Estados Unidos |    Foto: Divulgação Ascom HSR

 

Pela primeira vez, na Bahia, foi realizado o implante de um dispositivo que é uma alternativa para pacientes com arritmia, que não respondem bem ou não podem utilizar anticoagulantes por tempo prolongado. A intervenção cardíaca, realizada de forma pioneira, foi feita no Hospital São Rafael (HSR), no dia 10 de janeiro, pelo cardiologista intervencionista Dr. Carlos Vinícius Espírito Santo, com o apoio de Dr. Cristiano Guedes, também médico intervencionista do HSR, e do Dr. Luis Cressa, cardiologista intervencionista venezuelano, formado na Espanha, que tem, atualmente, uma das maiores experiências com a nova técnica em todo o mundo. “Foram registrados mais de trinta mil casos tratados com esse dispositivo no mundo todo, principalmente na Europa e Estados Unidos (terapia aprovada pelo órgão americano FDA, desde 2015). No Brasil, o procedimento pode ser realizado através da saúde suplementar ou particular, tendo sido realizados pouco mais de 30 implantes dessa prótese no país. O caso do nosso hospital, além de figurar  como pioneiro no Estado da Bahia, ocorreu antes de alguns dos grandes centros do nosso país”, revelou Dr. Carlos Vinícius.

 

O procedimento chamado “Fechamento (Oclusão) Percutâneo do Apêndice Atrial Esquerdo” – estrutura anatômica cardíaca antigamente chamada de ‘auriculeta’, permite o tratamento de pacientes com Fibrilação Atrial (arritmia), que não podem utilizar anticoagulantes para a prevenção de Acidente Vascular Cerebral (AVC), classicamente associado a essa arritmia. “É um procedimento no qual um cateter ganha acesso ao coração do paciente através de uma punção venosa feita na veia da perna”, explicou o médico cardiologista intervencionista do HSR, Carlos Vinícius Espírito Santo. Ainda, de acordo com Dr. Carlos, durante o procedimento é implantada uma prótese, chamada Watchman, dentro da auriculeta, a qual se fixa à parede desta estrutura cardíaca, impedindo a formação e a saída dos trombos. “O dispositivo tem a aparência de um paraquedas e apresenta uma estrutura física que possibilita a sua incorporação ao coração para o resto da vida, sem necessidade de retirada futura”, detalhou o especialista.

O paciente submetido ao implante, no HSR, passa bem e está em plena recuperação.