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O Implante por Cateter de Bioprótese Valvar Aórtica – conhecido por TAVI, transcatheter aortic valve implantation –, é uma modalidade de tratamento para doença estenótica da valva cardíaca aórtica, destinada, sobretudo, aos pacientes idosos com elevado risco cirúrgico, por ser menos invasiva e se associar a menor morbidade em comparação à cirurgia cardíaca (tratamento padrão).

No HSR, isso já é uma realidade, desde 2016. Porém, no último dia 21, a instituição escreveu mais um capítulo do seu pioneirismo. Nesta data, foi implantada, pela primeira vez no Brasil e na América Latina, uma prótese Sapien 3 de menor tamanho (20mm). “Esse tamanho menor da prótese chegou ao Brasil recentemente, o que poderá beneficiar pacientes com estenose aórtica grave e ânulos aórticos menores. O tamanho e o tipo da prótese a ser utilizada dependem das características anatômicas de cada paciente, as quais são previamente avaliadas por angiotomografia dedicada, também realizada no Hospital São Rafael. A prótese pode ser autoexpansível (ex: Evolut R – Medtronic) ou balão-expansível (ex: Edwards – Sapien 3)”, explicou Dr. Cristiano Guedes, cardiologista intervencionista do HSR, que realizou o procedimento juntamente com os médicos cardiologistas intervencionistas do HSR e do Hospital Sírio-Libanês, Dr. Carlos Vinícius Espírito Santo e Dr. Henrique Ribeiro, respectivamente, Dr. Macius Pontes, anestesiologista do HSR, Dra. Carolina Esteves, Ecocardiografista do HSR, e equipe de Enfermagem da Hemodinâmica do HSR, representada pelo Enf. Hiram Scala.

 

O implante foi um sucesso. O paciente, de 93 anos, apresentou boa evolução após o procedimento, recebendo alta da UTI em 24 horas e alta hospitalar em 72 horas. De acordo com a avaliação multidisciplinar, o paciente foi considerado de alto risco para o tratamento cirúrgico convencional, sendo por isso indicado o implante transcateter de bioprótese aórtica, realizado com anestesia local e sedação, ecocardiograma transtorácico e fechamento dos acessos vasculares com dispositivos hemostáticos percutâneos. “Esse é o terceiro procedimento TAVI realizado este ano, sendo adotada em todos uma estratégia menos invasiva, com sedação consciente e individualização do cuidado pós-operatório para rápida recuperação e alta hospitalar precoce. Entendemos que a interação e trabalho em equipe são fundamentais para o sucesso de procedimentos de alta complexidade, como o TAVI. Portanto, agradecemos às equipes da Cardiologia Clínica e Intervencionista (coordenadas pela Dra. Márcia Noya), Cirurgia Cardíaca, Anestesiologia, Radiologia, Ecocardiografia, Unidade de Terapia Intensiva, Fisioterapia e Enfermagem envolvidas nesses procedimentos”, finalizou o Dr. Cristiano.