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Parceria do HSR com a APAE promove a inclusão de jovens ao mercado de trabalho

Parceria do HSR com a APAE promove a inclusão de jovens ao mercado de trabalho

Conquistar o primeiro emprego, para todo e qualquer jovem, é sempre um sonho e um grande desafio. Agora, imagine o que dizem aqueles com deficiência? Sem dúvida, a resposta é que as adversidades são ainda maiores. E foi pensando em minimizar esses obstáculos que a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Salvador (APAE), que este ano completa 50 anos, por meio de seu Centro de Formação e Acompanhamento Profissional (CEFAP), decidiu por desenvolver o Programa de Emprego Apoiado, que consiste em preparar pessoas com deficiência intelectual à assumirem postos de trabalho, bem como as empresas, parceiras importantes no processo de inclusão, com o constante apoio da família.

Aqui, no HSR, o programa já está sendo praticado. A instituição contratou, no início deste ano, os primeiros colaboradores desse programa: Eva Vânia dos Prazeres, auxiliar administrativo – do Núcleo de Gestão de Pessoas (NGP), e Rosana Lemos, auxiliar de recepção – da Hospitalidade. Ambas, antes de serem contratadas, participaram do Programa de Educação Profissional desenvolvido pelo CEFAP, que é dividido em três etapas: Formação Básica, Qualificação Profissional e Colocação no Trabalho. “Acreditamos muito nos programas desenvolvidos pelo CEFAP. Por meio deles, da sensibilização de gestores e colaboradores das empresas parceiras e de eventos em que familiares dos aprendizes participam, as barreiras sociais que se estabelecem em relação à pessoa com deficiência são extintas e uma percepção mais abrangente sobre o mundo delas é construída”, declarou Camila Lima, gerente do CEFAP.

Mensalmente, a equipe técnica do CEFAP visita as empresas parceiras para acompanhamento do desenvolvimento dos jovens, bem como para ajustes, quando necessário. Também, a APAE realiza, trimestralmente, palestras de sensibilização para as equipes que trabalham com esses colaboradores. “O Programa tem sido um sucesso e acreditamos na inserção e formação dos jovens profissionais”, pontuou a gerente de RH, Vanessa Santiago.

 

Sua Saúde: Acidentes com perfurocortantes e material biológico

Sua Saúde: Acidentes com perfurocortantes e material biológico

Acidentes com instrumentos perfurocortantes e material biológico são os acidentes de trabalho mais comuns envolvendo profissionais e estudantes em ambiente hospitalar.  O risco de o indivíduo acidentado adquirir uma infecção, por meio dessas exposições, depende de diversos fatores, como: extensão da lesão, volume e tipo de fluído biológico, condições de saúde do acidentado, características dos micro-organismos presentes e condições clínicas do paciente fonte, bem como das condutas realizadas após a exposição.

O Vírus da Imunodeficiência Humana e das Hepatites B e C são os agentes infecciosos mais comumente envolvidos. Tendo em vista o grande número de casos de Sífilis e de portadores do vírus da HTLV na nossa população, a Saúde do Trabalhador do HSR incluiu a pesquisa desses agentes infeciosos na avaliação pós-acidente. O risco de infecção pelo HIV, em situações de exposição ao sangue, varia de 0,3% a 0,09% (ou seja, três pessoas contaminadas no grupo de 1000 expostos a nove pessoas no grupo de 10.000 expostos) a depender da forma de exposição. Já para Hepatites B e C, esse risco é muito maior, podendo atingir 40% e 10%, respectivamente.

Considerando que os acidentes de trabalho com sangue e outros fluidos, potencialmente contaminados, devem ser tratados como emergência médica, uma vez que, para se obter maior eficácia, as intervenções para profilaxia da infecção pelo HIV e hepatite B necessitam ser iniciadas logo após a ocorrência do acidente, a Saúde do Trabalhador do HSR estará implantando um novo fluxo de  atendimento aos acidentes perfurocortantes a partir de 1º de agosto de 2018, no qual o colaborador acidentado passará a ser atendido na emergência do HSR e terá seu atendimento classificado como laranja, garantindo, cada vez mais, um atendimento imediato. No entanto, antes de ir para a emergência, o acidentado deve lavar o local atingido imediatamente com água e sabão abundante se a exposição for cutânea ou percutânea, e lavar com solução fisiológica 0,9% ou com água abundante se exposição de mucosas (boca e olho). Não deve utilizar soluções irritantes como éter, hipoclorito ou glutaraldeído. Em seguida, comunicar o evento imediatamente ao responsável pela unidade que lhe encaminhará para continuidade dos cuidados.

É importante ressaltar que as profilaxias pós-exposição não são totalmente eficazes e que a Hepatite C e o HTLV não possuem profilaxia. Assim, o comportamento prevencionista, ou seja, seguimento das normas de biossegurança, é a medida mais eficaz para evitar a transmissão de doenças. Nessas situações, as medidas de biossegurança envolvem uso de EPIS; luvas ao manipular materiais ou equipamentos contaminados com fluídos biológico, óculos de proteção e máscara ao realizar procedimentos com risco de respingo; estar imunizado para hepatite B, realizar o descarte de material perfurocortante no recipiente adequado e lavar as mãos antes e após cada procedimento. Vale lembrar que o trabalhador que faz uso de material perfurocortante é responsável pelo seu descarte e que é proibido o reencape de agulhas e a desconexão manual de agulhas.

Você não precisa fazer parte desses números. Faça uso do seu EPI, mantenha seu cartão vacinal em dia e lembre-se: ao fazer o descarte correto, você estará cuidando de você e do próximo.