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Acidentes com instrumentos perfurocortantes e material biológico são os acidentes de trabalho mais comuns envolvendo profissionais e estudantes em ambiente hospitalar.  O risco de o indivíduo acidentado adquirir uma infecção, por meio dessas exposições, depende de diversos fatores, como: extensão da lesão, volume e tipo de fluído biológico, condições de saúde do acidentado, características dos micro-organismos presentes e condições clínicas do paciente fonte, bem como das condutas realizadas após a exposição.

O Vírus da Imunodeficiência Humana e das Hepatites B e C são os agentes infecciosos mais comumente envolvidos. Tendo em vista o grande número de casos de Sífilis e de portadores do vírus da HTLV na nossa população, a Saúde do Trabalhador do HSR incluiu a pesquisa desses agentes infeciosos na avaliação pós-acidente. O risco de infecção pelo HIV, em situações de exposição ao sangue, varia de 0,3% a 0,09% (ou seja, três pessoas contaminadas no grupo de 1000 expostos a nove pessoas no grupo de 10.000 expostos) a depender da forma de exposição. Já para Hepatites B e C, esse risco é muito maior, podendo atingir 40% e 10%, respectivamente.

Considerando que os acidentes de trabalho com sangue e outros fluidos, potencialmente contaminados, devem ser tratados como emergência médica, uma vez que, para se obter maior eficácia, as intervenções para profilaxia da infecção pelo HIV e hepatite B necessitam ser iniciadas logo após a ocorrência do acidente, a Saúde do Trabalhador do HSR estará implantando um novo fluxo de  atendimento aos acidentes perfurocortantes a partir de 1º de agosto de 2018, no qual o colaborador acidentado passará a ser atendido na emergência do HSR e terá seu atendimento classificado como laranja, garantindo, cada vez mais, um atendimento imediato. No entanto, antes de ir para a emergência, o acidentado deve lavar o local atingido imediatamente com água e sabão abundante se a exposição for cutânea ou percutânea, e lavar com solução fisiológica 0,9% ou com água abundante se exposição de mucosas (boca e olho). Não deve utilizar soluções irritantes como éter, hipoclorito ou glutaraldeído. Em seguida, comunicar o evento imediatamente ao responsável pela unidade que lhe encaminhará para continuidade dos cuidados.

É importante ressaltar que as profilaxias pós-exposição não são totalmente eficazes e que a Hepatite C e o HTLV não possuem profilaxia. Assim, o comportamento prevencionista, ou seja, seguimento das normas de biossegurança, é a medida mais eficaz para evitar a transmissão de doenças. Nessas situações, as medidas de biossegurança envolvem uso de EPIS; luvas ao manipular materiais ou equipamentos contaminados com fluídos biológico, óculos de proteção e máscara ao realizar procedimentos com risco de respingo; estar imunizado para hepatite B, realizar o descarte de material perfurocortante no recipiente adequado e lavar as mãos antes e após cada procedimento. Vale lembrar que o trabalhador que faz uso de material perfurocortante é responsável pelo seu descarte e que é proibido o reencape de agulhas e a desconexão manual de agulhas.

Você não precisa fazer parte desses números. Faça uso do seu EPI, mantenha seu cartão vacinal em dia e lembre-se: ao fazer o descarte correto, você estará cuidando de você e do próximo.