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Revista internacional

Revista internacional

Dr. Bruno Solano – Coordenador médico do CBTC Foto: Divulgação | Ascom – HSR

CBTC do HSR é destaque em periódico americano.

Estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam a existência de aproximadamente sete milhões de indivíduos infectados no mundo pelo parasita (Trypanosoma cruzi) que causa a Doença de Chagas, a maioria na América latina. 20 a 30% dos indivíduos infectados desenvolvem uma forma grave da doença, que afeta o coração e pode levar à morte.
O Centro de Biotecnologia e Terapia Celular (CBTC) vem buscando desenvolver novos tratamentos que atuem não apenas sobre o parasita, mas também sobre o processo de inflamação e fibrose que ocorre no coração, prevenindo a perda da função cardíaca ou restaurando a função do coração por meio da aplicação de fármacos, fatores de crescimento e células-tronco. Dentro desta linha de pesquisas, o trabalho desenvolvido no CBTC, em parceria com a Fiocruz e o Hospital do Coração de Messejana – no Ceará, recebeu destaque em importante revista internacional de patologia: The American Journal of Pathology. De acordo com o coordenador médico do CBTC, Dr. Bruno Solano, este trabalho investigou de que modo a produção de galectina-3 (uma proteína que é produzida por células no contexto de inflamação, lesão e fibrose), está associada à doença de Chagas. “Demonstramos neste estudo que a galectina-3 está produzida em excesso no coração que tem a Doença de Chagas e isto se correlaciona com inflamação e fibrose no coração. Evidenciando ainda que, quando bloqueamos a galectina-3, impedindo sua função, a fibrose e inflamação no coração são reduzidas, melhorando o quadro clínico”, destacou Dr. Bruno, que acredita que os resultados obtidos são importantes para o desenvolvimento de novos tratamentos para a Doença de Chagas, que é uma enfermidade negligenciada, atualmente contando com opções terapêuticas muito limitadas. “Estes são resultados de estudos experimentais de laboratório, de pesquisa básica, em culturas de células e em animais. No entanto, analisamos também amostras de coração de pacientes com doença de Chagas que passaram por transplante cardíaco e notamos que também em humanos ocorre a presença da galectina-3 no tecido cardíaco, indicando que este pode ser um importante alvo para desenvolvimento de novas terapias para Doença de Chagas”, avaliou o coordenador médico.

Escleroterapia Ecoguiada com Espuma

Escleroterapia Ecoguiada com Espuma

Dr. Marcelo Liberato (à esquerda), médico angiologista difusor da técnica no Brasil, ao lado do idealizador da técnica: o italiano, Atilio Cavezzi. Foto: Divulgação | Ascom – HSR

Médicos de diversos estados do Brasil participaram do curso. Foto: Divulgação | Ascom – HSR

No penúltimo fim de semana do mês de março, nos dias 24 e 25, 100 angiologistas, de diversas localidades do país, além de participarem do curso de capacitação em Escleroterapia Ecoguiada com Espuma, tiveram a oportunidade de conhecer o idealizador da técnica: o italiano, Atilio Cavezzi. “Foi um momento de muito aprendizado, de troca de experiências com o especialista que criou a técnica, há 18 anos. Discutimos casos e falamos sobre o procedimento, pioneiro, com profissionais de 23 estados diferentes que marcaram presença no evento”, pontuou Dr. Marcelo Liberato, médico angiologista difusor da técnica no Brasil.
O tratamento de Escleroterapia Ecoguiada com Espuma para pacientes que sofrem com varizes crônicas foi, recentemente, incorporado pelo Ministério da Saúde no rol de procedimentos cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a capacitação, realizada por Dr. Marcelo, no auditório do Hospital São Rafael (HSR), foram tratados dezenas de pacientes encaminhados pela regulação da Secretaria Municipal da Saúde. Dentre as vantagens do tratamento, minimamente invasivo, está o rápido ou imediato retorno às atividades, com um resultado final similar ao da cirurgia, o que é possível em virtude de todo o processo ser realizado em ambiente ambulatorial. “O serviço de Escleroterapia Ecoguiada com Espuma é oferecido à população de Salvador desde antes da inclusão da técnica, no rol do SUS, em âmbito nacional, graças a uma parceria, firmada entre o Hospital São Rafael e a Secretaria de Saúde do Município do Salvador no ano de 2013. Foram mais de três mil baianos beneficiados até o momento, em mutirões que ocorrem na unidade de saúde”, destacou Dr. Marcelo.