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Mesmo com a morte de sua primeira filha, o analista de sistemas, Jacson Fressato, trocou o luto por um ideal: salvar vidas.      Foto: Divulgação | Ascom – HSR

É possível sonhar e tornar um sonho realidade? Colaboradores do São Rafael e de diversos hospitais de Salvador conheceram nesta quinta, 6 de abril, uma história emocionante que comprova que sim. E tudo começou assim. Após perder sua filha, para a principal causa de morte por infecção no mundo (Sepse), o analista de sistemas, Jacson Fressato, não seguiu o caminho que é comum para muitos, o luto. Pelo contrário, com a morte da sua filha nasceu com ele a ideia que está salvando outras vidas dessa doença: o projeto “Sonho de Laura: o robô que salva vidas”. Ao tomar conhecimento do estudo de Fressato, o HSR, que já tem em sua marca o pioneirismo, a inovação, a qualidade e a segurança na assistência como prioridades, entrou em contato com o analista de sistemas para melhor conhecer o projeto e estudar sua implantação na instituição.

O Hospital São Rafael recebeu, durante a apresentação de “Laura”, profissionais de diversas instituições da Bahia e de outros estados.       Foto: Divulgação | Ascom – HSR

Mais de 200 profissionais do HSR, unidades de saúde filantrópicas, públicas e privadas da capital baiana, além do Cremeb,  Sergipe Parque Tecnológico e Universidade Federal de Sergipe participaram do evento realizado no Auditório Luigi Faroldi. Na abertura, a gerente médica do HSR, Dra. Ana Verena Mendes, falou sobre o objetivo do encontro. “O intuito deste evento, de fato, é motivar a formação de uma grande rede, dar voz e luz a um projeto que vem ao encontro da proposta institucional do São Rafael e de muitas outras instituições que aqui estão, que é tornar a sepse um evento cada vez mais precocemente identificado e reversível e, quem sabe no futuro, cada vez menos presente”. Em seguida, o diretor geral do HSR, Alfredo Martini, deu as boas-vindas ao público e destacou que o HSR está sempre atento às oportunidades de boas práticas e a ideia é que a instituição possa replicar e multiplicar a ferramenta que logo seria apresentada. Ainda, antes da fala de Jacson, os médicos Dr. Roberto Sapolnik e Rogério Passos expuseram os programas institucionais de gerenciamento de sepse da instituição, compartilhando os primeiros resultados. Na sequência, a apresentação do projeto “Robô Laura”, assim como a história de vida do seu criador, encantaram a todos que assistiram a palestra. De acordo com Jacson, o robô usa inteligência artificial para identificar sinais da doença. “A Laura funciona parecido com um vírus de computador. Ela está instalada em um parque de servidores em Dallas (EUA), na International Business Machines (IBM), que é nossa parceira. De lá, ela acessa os bancos de dados dos outros sistemas, coleta as informações e no cérebro dela processa o que tem que ser feito. Ela é um robô que aprende, ela não foi programada para tratar a sepse, ela foi treinada. Nós queremos que ela se torne um robô especializado em sepse”, esclareceu o analista.

Diretores, médicos e outros representantes do Hospital São Rafael participaram da apresentação do Robô Laura na instituição.      Foto: Divulgação | Ascom – HSR

A Laura é um robô virtual que tem uma capacidade cognitiva. Ela pode ser treinada, diferente de um sistema que pode ser programado, um software que pode ser configurado. E essa tecnologia vem justamente dar suporte às decisões clínicas, para auxiliar os tratamentos e melhorar os resultados, conforme foi explicado pelo idealizador do projeto. “O robô é um programa de computador que gerencia riscos, classificando os sintomas dos mais aos menos críticos. Se há uma situação de risco, o programa gera alarmes em televisões instaladas nos postos de enfermagem. Se o tempo de três ou quatro horas é excedido, ela manda mensagens de texto para os celulares da equipe. Fazendo assim, o robô Laura consegue classificar quais os pacientes com mais risco de morte por sepse e adiantar o atendimento desses casos”, pontuou. Ao final da apresentação de Jacson, foi cedido um espaço para responder às perguntas do público presente. E mesmo não sendo profissional da área de saúde, o analista de sistemas demonstrou seu compromisso e dedicação pelo tema, respondendo claramente as questões levantadas.
O HSR será o primeiro no Nordeste a receber o Robô Laura, que já está em funcionamento no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, e em fase de estudos em instituições de Porto Alegre e Cuiabá. O evento foi encerrado por uma bela apresentação dos jovens assistidos pelo Projeto Axé, que apresentaram a performance Capoeira Bicho, da coreógrafa Ivete Ramos, sendo fortemente aplaudidos pelos expectadores.