Central de Marcação: (71) 3409-8000

Mudança no estilo de vida da criança e na cultura familiar são fundamentais para reverter o problema

Estimular a prática de atividades simples como correr, brincar de esconde-esconde e manter uma alimentação com menos frituras, gorduras e açúcares podem ajudar a evitar a obesidade mórbida infantil, problema que se não tratado corretamente, pode desencadear problemas graves como diabetes, hipertensão e até mesmo o infarto. O alerta é do médico, coordenador da pediatria do Hospital São Rafael (HSR), Roberto Sapolnik, em alusão ao Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil (03.06).

“Hoje em dia, as crianças ficam muito tempo na frente da televisão e do computador, se exercitando cada vez menos. Como essa não é uma situação somente dos pequenos, mas sim de toda a família, não adianta mudar apenas os hábitos da criança. É preciso que os pais também tenham a cultura de uma alimentação saudável, e de maior número de atividades ao ar livre, como a prática de esporte, caminhadas e jogos interativos, com o intuito de estimular também o público infantil”, afirma o pediatra. Segundo ele, uma criança é considerada obesa quando seu índice de massa corpórea (peso/altura ao quadrado) está acima da média da sua idade. E isso é avaliado por um profissional da área, como endocrinologista ou pediatra, em consultas médicas regulares.

Mas, não é somente a alimentação e a mudança de hábitos de vida que devem ser focos de atenção dos pais ou responsáveis. Ainda de acordo com Sapolnik, é necessário dar atenção especial ao bem-estar psicológico das crianças, analisar como está a autoestima, as relações no ambiente escolar e familiar. “Criança também tem ansiedade, angústia e até depressão, e estes são muitas vezes os principais fatores relacionados ao sobrepeso”, pontua, alertando que focar somente em aspectos nutricionais pode não ser totalmente eficaz. “Uma criança feliz se relaciona bem com o seu ambiente, e a alimentação será utilizada como fonte de saciedade da fome, e veículo de prazer, e não como fuga para expressar conflitos pessoais não resolvidos”, finaliza.