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Dra. Márcia Martins, representante do grupo de nefrologistas assistentes do Hospital São Rafael    |    Foto: Divulgação Ascom – HSR

“O valor da escuta na admissão e acompanhamento do paciente em diálise crônica”. Foi esse o tema proposto pelo Serviço de Nefrologia e Diálise do HSR, para apresentação no último encontro do Movimento Medicina Sacerdócio (MMS), realizado no dia 25 de julho. Entretanto, a nefrologista Márcia Martins, que fez a palestra em nome do serviço, não ficou restrita ao tema do dia, ela perpassou pelos assuntos das reuniões anteriores fazendo um link com a importância da escuta, visando demonstrar ao público médico e não médico as repercussões benéficas que um acolhimento estruturado, seguro e confortável traz na vida diária do paciente que sobrevive à custa de um tratamento dialítico crônico ambulatorial. E para reforçar sua fala, Dra. Márcia levou depoimentos de pacientes do serviço, os quais somente ratificaram o discurso dela. “Antes de iniciar o tratamento aqui no São Rafael, passei por outro hospital e confesso que quando cheguei aqui fiquei surpreso com o atendimento, pois no outro eu só tinha informação, coisa que a gente encontra a qualquer momento na internet. Aqui não! Aqui, tive desde o primeiro dia, um tratamento diferenciado, acolhedor. Sem dúvida, isso fez uma grande diferença, tirou toda a tensão que eu tinha com o tratamento e com a máquina. Fui apresentado a tudo, com muita clareza e segurança”, destacou o paciente Manoel Fonseca. Durante a apresentação de Dra. Márcia, ficou evidente a linha de cuidados ao paciente que inicia seu tratamento dialítico crônico começando desde a primeira notícia desta “dependência dialítica” até o encontro, pela primeira vez, com a “máquina da diálise”. “Essa é a nossa rotina e entendemos que é o melhor para o nosso paciente. Com isso, quebramos estigmas e paradigmas, trazemos informações e, antes de tudo, escutamos os medos e anseios que permeiam este primeiro encontro”, explicou a nefrologista.
Sem dúvidas, a palestra foi uma verdadeira demonstração, na prática, do que significa a Medicina Sacerdócio, trazendo uma assistência capaz de transfigurar a situação em que vive o paciente que sofre de uma enfermidade crônica e que passa pelo HSR. “Foi reconfortante compartilhar o que o Serviço de Nefrologia do Hospital São Rafael tem feito, baseado na premissa de Hunter Dohe, que diz: “Ao cuidar de uma doença você pode ganhar ou perder, mas, ao cuidar de uma pessoa, você sempre vence”, finalizou Dra. Márcia, que é representante do grupo de nefrologistas assistentes do Hospital São Rafael.